eles passarão, eu choro pelo passarinho

o plano era voltar pro feed naturalmente, sem discurso, sem textão pessoal, como se nada. depois de um mês de adaptación na nova casa/cidade, eu ia me permitir voltar com uma simples caódica..


ia, pq no momento em que sentei na sala pra escrever, lá de fora um pardalzinho veio num jato de encontro com o vidro da minha janela. bateu, caiu. assustei demais. fiquei na esperança de um final feliz pra gente, mas não rolou :(


pode me falar que acontece o tempo todo, pode me dar dica prática, pode revirar o olho pro meu ~drama. mas esse meu pequeno luto - que me arrebatou em questão de minutos - vai além de me sentir impotente e até responsável pela fatalidade (talvez eu não devesse acender as luzes no horário da recolhida deles).


o meu luto é diante da perplexidade: "como pode ele estar voando livremente num segundo e no outro, por um descuido, ele sofre a maior das punições?". o corpinho intacto. o biquinho ainda 'lambuzado' com vestígios de folhagens verdinhas. e aí eu tento pensar, tá... então, melhor assim? feliz? íntegro?


são esses aqueles episódios simples, mas grandiosos o suficiente pra repensar (ainda mais) muita coisa e que esvaziam de sentido tantas das picuinhas mundanas e instagramáveis.


e por falar nelas, a foto é meramente ilustrativa, de um mês atrás, me despedindo com gratidón do apêzinho que me fez tão feliz. hj o choro é só de reflexiones de corazón ainda pesado memo.


em breve, volto com melhores conteúdos. menos emo? no puedo garantir-lhe

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